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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Numa Vale Escura Esqueci Meu Coração

Numa vala escura esqueci meu coração
No lugar, ficou apenas um buraco
Sentimentos foram abocanhados
Compaixões desidratadas
E o amor, se mudou...
[Pois ali, já não dava]

Nesse deserto de sensações
Minha vida tornou-se opaca
Até meu eu lírico, nos ensaios
Como tenor cantava

Gritos desafinados eram entoados
A fim de alcançar meu perdido coração
Mas de nada valia tremendo esforço
Já que noutra freguesia batia desde então

Todo sentimento cabia naquele coração
De tanto bater, clareou a vala escura
De tanto irrigar, limpou
De tanto bombear, transformou-a num lindo caminho
Que todos haviam um dia de trilhar

E vendo de perto os feitos do meu coração
Como haveria eu de triste ficar?
Orgulhoso de uma parte de mim
Decidi aquele triste buraco fechar

Com as flores nascidas da antiga vala
Tapei sem hesitar a minha escuridão
Os sentimentos voltaram à tona
E logo encontrei em mim um novo coração.


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Nada, Romântico!?

Não vou abusar do romantismo

Nem vou tecer singelos comentários sobre você

Também sei que não devo te encher de flores

Tampouco te lambuzar de bombons

Estourar champagne para os nossos brindes está fora de questão
[Mesmo em datas comemorativas]

Falar baixinho no seu ouvido não é uma boa idéia

Gritar aos sete ventos o meu sentimento? Piorou!

Com uma aliança na mão te pedir em casamento não deve ser a solução

Quem sabe na outra mão um anel de noivado... será que resolve?

Absolutamente!

E depois de tantos pensamentos, lá foi ele preparar a sua serenata ultra romântica, recheada de bombons, flores, champagne...

... berrou, agora aos oito ventos, o quanto a amava, em em fração de segundos a pediu em noivado, e antes mesmo da resposta ser pronunciada, casou-se.