E se eu já gostar levemente
E se eu teimar sentindo o que não se sente
É possível de tudo pra tudo agora mudar?!
E se eu calar a boca ardente
quão açúcar que nem um pouco docemente
na verdade exala sal em seu lugar
Pildro Velasquez
sábado, 27 de junho de 2015
A tarde enciumada pela criatividade inata da escura noite
Decidiu se pintar de negro para ofuscar os tais brilhos do Sol
que muitas vezes impedia o voo certeiro de sua imaginação
Como uma estrela cadente ou como um foguete dando ré
o voo lhe rendeu poucas frases de efeito, raras rimas e um pseudo título
- que não chamava atenção nem de sua mãe.
Cansada de se vestir de noite,
A tarde pegou suas roupas de volta
E vespertina tornou-se mais uma vez.
Decidiu se pintar de negro para ofuscar os tais brilhos do Sol
que muitas vezes impedia o voo certeiro de sua imaginação
Como uma estrela cadente ou como um foguete dando ré
o voo lhe rendeu poucas frases de efeito, raras rimas e um pseudo título
- que não chamava atenção nem de sua mãe.
Cansada de se vestir de noite,
A tarde pegou suas roupas de volta
E vespertina tornou-se mais uma vez.
Meus olhos gostam de olhar para você
Confesso que às vezes eles até piscam quando você passa
Mas meus olhos não gostam de ver você olhando para outros olhos
Eles ficam nervosos e - também confesso - se debulham em lágrimas
Meus olhos se escondem "n´óculos" a fim de não serem lidos por aí
Mas os teus - coitados - não enxergam um palmo mas se mostram ali, aqui, aí, acolá, mais pra cá, mais pra lá, mas oê oê irri..
Confesso que às vezes eles até piscam quando você passa
Mas meus olhos não gostam de ver você olhando para outros olhos
Eles ficam nervosos e - também confesso - se debulham em lágrimas
Meus olhos se escondem "n´óculos" a fim de não serem lidos por aí
Mas os teus - coitados - não enxergam um palmo mas se mostram ali, aqui, aí, acolá, mais pra cá, mais pra lá, mas oê oê irri..
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Olhar seu
Todas as histórias românticas cabem num só olhar seu.
O beijo de Julieta e o bailado da bela com a fera
cabem num olhar seu
O desejo desmedido daqueles do Moulin Rouge
acredite, também está aí nesse seu olhar
Quando o Titanic afundou, você não sabe - mas eu sei,
que ele - de forma desmedida - tirou, por um segundo,
o seu olhar, do olhar seu.
(Pildro)
O beijo de Julieta e o bailado da bela com a fera
cabem num olhar seu
O desejo desmedido daqueles do Moulin Rouge
acredite, também está aí nesse seu olhar
Quando o Titanic afundou, você não sabe - mas eu sei,
que ele - de forma desmedida - tirou, por um segundo,
o seu olhar, do olhar seu.
(Pildro)
domingo, 21 de dezembro de 2014
Metáfora
Enquanto te beijava, sonhava.
Te preenchia, te emoldurava
Também te pertencia enquanto metáfora
Se escondo o óbvio, garoto
Por não saber o que sinto
- Não é culpa minha
Sussurrava risonho o destino
Se te pertenço sem saber
Como haveria algo entre nós acontecer
Se um dia o realismo – que não seja fantástico – nos descrever
Quem sabe daí então haverei de me perder
E finalmente me encontrar nua e sua
em você.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Amor pra ninguém
O Amor que não existe
Que nunca foi inventado
Que vem após o fato consumado
O amor que eu nunca lhe ofereci
O amor que eu nem sei se tenho
E que me falta até seu significado
Dizem que amam por aí
Sugerem que amam por todo lá
Confuso, curioso, estranho
Nem sei ainda o que é amar.
Amar não é pra alguém
Amor é pra ninguém
É quando não há
Que surge então
A real possibilidade de amar
Assinar:
Comentários (Atom)